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Novidades do Projeto Cruiser 135 Novembro 3, 2009

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O projeto Cruiser, que você vem acompanhando desde o começo do ano, agora está resumido na página “Pequeno Príncipe 135″. Visite a nova página e leia tudo sobre este que será sem dúvida um marco na construção artesanal de veleiros no Brasil.

Gustavo Dantas

Plano Vélico do Pequeno Príncipe 135 Novembro 3, 2009

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lead_135Na figura ao lado você vê o plano vélico do Cruiser 135, agora batizado, por vocês, de Pequeno Príncipe. O Pequeno Príncipe dos mares é um veleiro diferente, porque seu projeto foi feito a partir de constantes pesquisas e enquetes com os leitores do site, e seu desenvolvimento levou em conta o compromisso entre custo, segurança e facilidade de transporte, guarda e uso, para ser um primeiro veleiro ideal para quem quer construir seu primeiro barco.

A idéia é que ele seja um veleiro ideal para o aprendizado, tanto da arte de contrução de veleiros em compensado  naval, quanto da arte de velejar.

A Área vélica é de 10m2,  e a armação Gaff Rig (carangueja) tem um centro de esforço mais baixo, permitindo maior área vélica com menor adernamento. A armação escolhida também tem melhor desempenho em ventos de través e popa, perdendo para a armação marconi (sloop) apenas na orça fechada.

Aguardem, em breve mais novidades!

100.000 visitas no site! Outubro 28, 2009

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veleiro na janelaHá alguns números importantes na contagem dos acessos a um site. Os primeiros 1000 acessos pareceram uma grande vitória, lá em dezembro de 2007. Pouco depois, as 5000 visitas, depois 10.000. A gente conta de dez em dez mil, até 50 mil. Então passa um tempo longo até chegar a este número mágico, 100 mil acessos em menos de dois anos, sem divulgação nenhuma a não ser o bom posicionamento do site para quem pesquisa no Google e em outras ferramentas de busca.

Em parte, este sucesso se deve ao bom trabalho de SEO (Search Engine Optimization, ou otimização para ferramentas de busca), às frequentes atualizações e à participação intensa dos leitores (mais de 500 comentários publicados). Por outro lado, são os leitores (vocês) que fizeram este site crescer, com suas contribuições, sugestões de links, perguntas e comentários. Agradeço a todos os que deixaram suas idéias nas páginas do blog, e a todos os que de uma forma ou outra ajudam a divulgar e promover a auto-construção, seja de veleiros, lanchas ou carros. Mais do que um hobby, o movimento do faça-você-mesmo, ainda pouco popular no Brasil, promove o conhecimento da tecnologia subjacente a todo nosso mundo industrial.  Este aprendizado que é desenvolvido no fazer artesanal revela ao artesão conhecimentos, sejam eles herdados da tradição da arte naval, por exemplo, seja a engenharia dos carros de Colin Chapman.

Vamos agora em direção às 200.000 visitas! Até lá!

Veleiro Cruiser 135: o Pequeno Príncipe dos mares está na reta final Outubro 13, 2009

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Os leitores que tem acompanhado o projeto do veleiro Cruiser 135 devem estar ansiosos por mais detalhes do projeto. Bom, já terminei os cálculos de estabilidade, cujos resultados apresento abaixo, defini algumas opções de plano vélico (a idéia é oferecer 2 ou 3 opções de plano vélico, incluindo os desenhos para a fabricação das velas), e projeto da bolina e leme. O desenho das peças que será incluído no projeto também está bem adiantado, faltando o detalhamento de alguns itens do interior do barco, bem como reforços estruturais e caixa de bolina. Veja abaixo um pouco mais sobre como anda o projeto, que provavelmente, pelo resultado das pesquisas, terá o nome de “Pequeno Príncipe”.

Estabilidade estática

righting-arm-webO gráfico ao lado mostra o braço de restituição para ângulos de adernamento de 0 a 180 graus. Que informações este gráfico nos dá a respeito da estabilidade do Cruiser? Em primeiro lugar, vemos que o barco tem estabilidade positiva até um ângulo de quase 120 graus, ou seja, até este ângulo, o barco retorna à posição vertical por conta própria. Além disso, comparando as áreas formadas pela curva acima e abaixo do eixo de GZ=0, vemos que a energia necessária para virar o barco (área da curva positiva) é bem maior que a energia para desvirá-lo, ou seja, em condições de mar capazes de provocar uma capotagem, o barco provavelmente retornará a posição correta por conta própria em pouco tempo.

Além disso, a inclinação do gráfico até 30 graus indica uma grande estabilidade inicial, que permite carregar mais área vélica ou suportar ventos fortes sem necessitar rizar as velas. A vantagem é óbvia: mais vento=mais velocidade.

Plano Vélico

cruiser135-sailplan-gaff

armação carangueja (gaff rig), maior área vélica, centro de esforço lateral mais baixo

O Veleiro Cruiser 135, que já está sendo batizado de Pequeno Príncipe pelos leitores do site, poderá ser construído com várias opções de plano vélico. Optou-se pela vela carangueja (gaff rig), que tem como vantagens a grande área vélica em relação a altura do centro de esforço lateral da vela, baixo custo de contrução e a facilidade de armazenar e transportar, já que não será necessário retirar o mastro para guardar ou rebocar o barco,  pois este é basculante, montado em um tabernáculo, e seu comprimento não ultrapassa o tamanho da carreta.

Duas opções de armação Sloop são oferecidas: uma com maior área vélica (11 m2) na vela grande e na genoa (com gurupés), mas com centro de esforço mais baixo. A segunda versão tem menor área vélica (9,3m2), melhor desempenho no contravento, mas o centro de esforço das velas está na mesma posição longitudinalmente, e você pode optar por qualquer uma delas sem precisar modificar a posição da caixa de bolina.

Outra opção é a armação Catboat, muito popular fora do Brasil, em especial nos EUA. Uma única vela carangueja é armada num mastro montado quase na proa. Vantagens óbvias: cabine sem obstrução do mastro e simplicidade para armar e velejar.

cruiser135gaff2

armação carangueja (gaff rig)

cruiser135cat

armação catboat (gaff rig)

Qual o Melhor Nome para o Cruiser 135? Setembro 16, 2009

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Participe da enquete para definir o nome do mais novo projeto de veleiro para contrução artesanal do Brasil! O Cruiser 135 , cujo projeto em breve estará disponível, será um veleiro de baixo custo, simplicidade de construção, segurança e conforto no mar, e facilidade para rebocar e guardar. O nome mais votado será o escolhido. O resultado você acompanha em tempo real, voto a voto!

Gustavo Dantas Brum

Ajude a escolher um nome para o Cruiser 135! Agosto 13, 2009

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cruiser135_webO projeto Cruiser 135 está em sua faase final, e em breve estará disponível através deste site. Além de ser um veleiro leve, barato de construir e de manter, será também um veleiro seguro, fácil de manejar e confortável para duas pessoas que querem passar alguns dias embarcados passeando pela costa, parando de praia em praia, curtindo o melhor da vela e do verão.

Agora precisamos de um nome para o barco. Cruiser 135 é um nome que informa apenas a aplicação e o tamanho do barco (cruzeiro com 13,5 pés). Mas este pequeno barco precisa de um nome que simbolize tudo o que ele poderá significar para os que quiserem empreender sua construção.

Então agora vocês podem deixar suas sugestões de nome aqui no site, nos comentários (clique aqui) desta notícia.

A princípio, darei um prazo de 2 semanas para coletar sugestões, e as mais populares ou interessantes serão selecionadas para uma enquete, que ficará no ar por mais 2 semanas. Vocês poderão ver as mais votadas na própria enquete.

Então participem! Coloquem a imaginação para funcionar e ajudem a escolher o nome deste pequeno grande veleiro brasileiro, o primeiro de seu tipo no Brasil.

Cruiser 135: fase final do projeto! Junho 23, 2009

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O projeto de um pequeno veleiro para construção artesanal está em sua fase final!

cruiser135newEmbora um pouco atrasado, o projeto de um pequeno veleiro para construção artesanal está quase pronto. Foram feitas algumas alterações no desenho do barco, para melhorar desempenho e estabilidade. Veja ao lado um esboço do veleiro em sua forma final, para que se tenha uma idéia do plano vélico e da aparência deste barco.

Cálculos preliminares apontam para uma estabilidade positiva para ângulos de até 110 graus. O deslocamento máximo ficará em torno de 500kg. Assim que estes cálculos estiverem concluídos, inclusive o desenho do plano vélico e dos moldes para corte das chapas, o projeto poderá ser disponibilizado. O método construtivo será o “Stitch-and-glue”, ou, em português, “costure e cole”. Como funciona?

Barcos de madeira são, em geral, construídos da seguinte forma: se constrói um esqueleto, composto de cavernas e longarinas (incluindo a quilha), sobre o qual é aplicado o casco. O método é utilizado na construção de embarcações de todos os tamanhos, há milênios.

O método stitch-and-glue só pôde ser criado com o advento do compensado naval e as resinas epóxi. Neste método se corta as chapas do casco com precisão, e em seguida elas são “costuradas”, ou seja, amarradas uma às outras em sua posição final, com arame de cobre ou braçadeiras de nylon. As junções entre placas do casco é então colada com resina epóxi reforçada com uma fita de fibra de vidro. Vantagens: tempo de construção muito menor, menor número de peças, simplicidade e facilidade de construçao para quem dispõe de pouco tempo livre. O processo será descrito em detalhes, é claro, na documentação que será fornecida com o projeto. Em breve, assim que o projeto for concluído, iniciarei a construção de um protótipo, cujas fotos e filmes serão depois disponibilizados a quem adquirir o projeto.

Aguarde a próxima etapa: a apresentação do projeto final do cruiser 135!

Conceitos básicos de projeto de veleiros (parte 1) Maio 23, 2009

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O objetivo deste artigo é apresentar alguns conceitos básicos usados no projeto de veleiros, e que podem ajudar você a escolher um projeto para começar a construir, ou até mesmo para comprar um veleiro “pronto”. Os conceitos apresentados abaixo são de domínio de todos os yacht designers, e seu entendimento pode te ajudar a prever o comportamento de um veleiro (desempenho, estabilidade, segurança) conhecendo apenas as suas dimensões gerais.

  • Comprimento na linha d´água: Esta dimensão é importante porque é base para determinar a velocidade máxima do casco, e é uma medida mais realista do espaço útil de um barco.
  • Boca: é a medida da largura do barco na seção onde ela é maior. Boca na linha dágua é a medida da largura na linha d´água (óbvio), e é uma medida útil em alguns casos.
  • Calado: É a profundidade, da linha dágua, até o ponto mais baixo do casco (em geral a quilha ou patilhão). No caso de veleiros com bolina retrátil, tem-se duas medidas de calado, máximo, incluindo a bolina, e mínimo, com a bolina recolhida.
  • Deslocamento: É o peso da água deslocada pela parte submersa do barco. Mais claramente, o peso do barco. Normalmente o deslocamento inclui metade da capacidade de carga do barco. Em barcos pequenos e leves o peso varia muito dependendo da tripulação e carga a bordo. Para um mesmo deslocamento, a linha d’água apresentará uma diferença em sua altura se o barco estiver em água salgada ou doce. Mas é insignificante a não ser que seu barco seja um petroleiro de cem mil toneladas de deslocamento.
  • Centro de Carena: é o centro do volume submerso do barco, onde atua a resultante da força de empuxo. Varia com a forma do volume submerso, que por sua vez varia a medida que o barco aderna ou caturra, ou dependendo da distribuição de peso no barco. O centro de carena varia a medida que o barco aderna, e é este deslocamento lateral do centro de carena (em relação ao centro de gravidade) que cria um momento que limita o adernamento provocado pelo esforço lateral sobre as velas.
  • Centro de Flutuação: é o ponto que corresponde ao centro da área desenhada pela linha d’água, e é o ponto em torno do qual o barco realiza movimentos de arfagem, rolagem e giro.
  • Centro de Resistência Lateral: é o  centro da área da seção lateral submersa. Esta medida é importante porque a distáncia longitudinal entre o CRL e o centro de esforço lateral das velas tem grande efeito sobre o comportamento do barco. Quando o centro de esforço das velas está à frente do CRL, o barco tende a arribar, e esta tendência compensa a tendência a orçar devido ao momento formado pela resistência do casco e a força sobre as velas. O ideal é um barco que tenha uma leve tendência a orçar, assim, em uma eventual rajada, o barco entra no vento naturalmente, o que diminui a força lateral sobre a vela e a tendência a adernar em excesso.
  • Área submersa: É a área do casco sob a linha d’água, e é importante porque quanto maior a área, maior o atrito superficial e portanto maior a resistência ao movimento do veleiro. A área submersa é importante sob brisa fraca porque em baixas velocidades o atrito é o componente mais importante da resistência ao movimento.
  • Coeficiente prismático: O coeficiente prismático é a relação entre o volume submerso do casco e o prisma formado pela projeção da seção transversal de maior área que tem o comprimento de linha d’água do casco. O CP está relacionado com a velocidade máxima de projeto, o que por sua vez depende de um outro fator, a razão entre  velocidade e a raiz quadrada do comprimento. O CP recomendado para um casco de deslocamento deve ser menos de 0,525. Cascos de semi-planeio podem ter CP acima deste valor.
  • Razão Velocidade/Comprimento: É velocidade, em nós,  dividida pela raiz quadrada do comprimento na linha d’água. Em um casco de deslocamento este coeficiente tem um valor máximo de 1,34. Isto significa que um barco de 16  pés tem velocidade máxima, se for um casco de deslocamento, de 4×1,34, ou seja, 5,36 nós. Um veleiro de 36 pés, com a mesma Razão V/L, tem velocidade máxima teórica de 8,10 nós.Veleiros de regata podem chegar a números acima de 1,34, pois tem cascos de planeio.

Por exemplo, o veleiro Cruiser, cujo projeto está sendo apresentado neste site, tem as seguintes medidas:

Comprimento na linha d´água:      3.6 [m]
Comprimento total:      4.2 [m]
Boca na linha d´água:      1.6 [m]
Boca:      1.8 [m]
Calado (sem bolina) :      0.21

O coeficiente prismático do veleiro cruiser é de 0,54, que é ótimo para uma razão velocidade/comprimento de 1,1. O deslocamento é de cerca de 517kg, que é bastante para um pequeno veleiro, mas necessário já que o objetivo é oferecer capacidade de carga (água, mantimentos, motor de popa, bagagens) e lastro generoso (120 a 150kg). A velocidade máxima teórica é de 4,7 nós, o que é pouco. Por isso o casco apresenta este desenho, com popa larga e fundo plano, para permitir o planeio e velocidades acima da velocidade máxima em deslocamento puro. Se trata, então, de um casco de semi-planeio.

Na parte 2 deste artigo vamos conhecer outros conceitos, e aprofundar a aplicação dos que aqui foram introduzidos. Se você tem alguma dúvida ou contribuição, envie seu comentário.

Gustavo

14 projetos de veleiros em seu email! Abril 27, 2009

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Agora o conteúdo do CD de projetos de veleiros, que centenas de pessoas já adquiriram, pode ser enviado por email. Assim você recebe seus projetos mais rápido, de forma mais segura. Visite a página “projetos de veleiros” e veja os detalhes.

A conta para envio dos projetos também mudou. Consulte a mesma página para saber em que conta depoistar e como fazer para receber 14 projetos de veleiros para construção artesanal, agora por email!

Gustavo Dantas

Os números do Cruiser 135 (parte 1) Março 20, 2009

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Como havia prometido, aí vão os primeiros números do Cruiser 135, para que vocês possam ter uma primeira idéia das características e dimensões do barco, e uma primeira estimativa de desempenho e características de estabilidade. Coloquei também alguns desenhos do casco em 3D, feitos num software de projeto naval.

tela do FreeShip, onde o projeto está sendo desenvolvido

Como se vê acima, trata-se de um casco de planeio e baixo calado. Mais detalhes abaixo:

Comprimento na linha d´água:      3.192 [m]casco-fundo-web
Comprimento total:      4.233 [m]
Boca na linha d´água:      1.368 [m]
Boca:      1.816 [m]
Calado (sem bolina) :      0.190

Nesta configuração o barco desloca 417 kg, peso adequado para um pequeno veleiro de pretensões esportivas. Supondo que ele tenha cerca de 100kg de lastro, e pese cerca de 150kg (casco), temos uma carga útil de quase 170kg. Não é muito se você pretende fazer velejadas mais longas e precise de água e mantimentos. Porém, se o lastro for, ao menos em parte, água potável, que possa, com o consumo, ser substituída por água do mar, já se tem uma solução para o maior problema.

Coeficiente de bloco :        0.4318
Coeficiente prismático :        0.5445

O coeficiente prismático está muito próximo do valor recomendado para veleiros em deslocamento, que é 0,54. Ainda assim este casco tem generosas superfícies planas, para permitir maiores velocidades em planeio.

lateral-casco-cruiser-webEstes são apenas dados preliminares obtidos da análise da hidrostática d0 primeiro esboço do casco. Este terá que ser desenvolvido ainda, para que depois se faça o projeto do plano vélico, e depois da quilha e do leme. Apenas após a conclusão desta etapa será possível iniciar os desenhos técnicos, de construção.

Fiquem ligados nas próximas notícias para saber das novidades. Na próxima parte, primeiras estimativas de estabilidade do Cruiser 135.