Projeto de veleiro classico: uma reviravolta

Conversando com Said Najar sobre seu projeto (um veleiro de 21 pés, capaz de pequenas travessias), resolvi fazer uma mudança drástica no projeto (não tão drástica, na verdade) para reduzir custos e complexidade de construção. Isso porque como o projeto depende de contribuições de patrocinadores, custo é fundamental. Mesmo assim, não quis sacrificar a capacidade marinheira do veleiro, nem o desempenho, e mantendo o design proposto resolvi reduzir um pouco o comprimento, para que o casco possa ser feito com duas emendas apenas (chapas de 2,2m de comprimento, mais fáceis de encontrar). O layout interno reflete as mudanças. Para acomodar 2 tripulantes dentro da cabine, e ainda ter espaço para armazenagem, optei por um layout interno similar ao Pequeno Príncipe, sem beliches. Assim, temos um piso integral, onde os tripulantes podem se sentar ou deitar. Nos bordos há armários para guardar roupas e mantimentos, e também suportes para um fogão de acampamento, de um lado, e uma mesa de navegação dobrável, do outro. Sob o cockpit ficam uma caixa de gelo e um WC químico. Na proa existe uma área razoável para guardar equipamento. O cockpit tem espaço para 2 dormirem desde que você estenda uma lona sobre a retranca. Assim acredito que podemos chegar a um barco rápido, ágil, divertido tanto para velejadas de fim de semana quanto pequenos cruzeiros. Com 500kg de lastro, ele oferece muita estabilidade, porém, precisamos de um calado de pelo menos 1,30m.

Abaixo incluí um desenho do corte sagital, mostrando o interior, estruturas principais, e acomodações:

Cm isso passo agora ao projeto detalhado do veleiro, que em breve estará em construção, no Piauí, vejam só! Se quiserem saber mais sobre o que motivou esta proposta de projeto, visitem o site do Said: http://projetomarcate.blogspot.com.br/.

Abaixo as especificações principais do veleiro:

  • Comprimento total: 6,4m
  • Comprimento na linha d´água: 5,4m
  • Boca: 2,05m
  • Calado: 1,30m
  • Área vélica: 25 a 28m2
  • Deslocamento: 1200kg
  • Lastro: 500kg
  • Armação: sloop com vela carangueja, tipo knockabout (sem gurupés)
  • Método construtivo: stitch-and-glue de compensado naval e epóxi

 

Strip-planking: tipos e técnica básica

Para construir barcos com casco curvo, sem quinas como nos multichines, há várias técnicas, mas a mais comum usada por amadores é o strip-planking, que significa, literalmente, tabuado de tiras. A idéia é construir sobre balisas temporárias colando tiras de madeira com cola epóxi, uma sobre a outra, sobre as balisas, e depois virar e montar a estrutura interna (cavernas, etc). A galeria abaixo mostra a sequência básica:

As tiras são coladas uma a outra, e normalmente recebem pregos que fixam as tiras (uma a outra) enquanto o epóxi cura. Como os pregos ficam encapsulados, não interferem no lixamento e acabamento final.

Como todo casco feito de tabuado longitudinal, cascos de strip precisam de elementos estruturais para dar rigidez torsional. Cavernas e longarinas cumprem esta função em cascos tradicionais. Em cascos de strip, usa-se normalmente uma ou mais camadas de compensado laminado em tiras largas, colados sobre o casco de strip em um ângulo de 45 graus em relação ao tabuado (cold-molding, ou moldagem a frio). Se for mais de uma camada, a camada seguinte é colada no sentido oposto, a 90 graus em relação à inferior.

Porém, é possível substituir esta laminação por uma camada espessa de tecido de fibra de vidro e epóxi. Como na laminação de compensado, a fibra deve ser colada em camadas a 45 graus, e uma camada final longitudinal para acabamento. Esta técnica é mais rápida que o cold-molding tradicional. É possível também fibrar por dentro, transformando o casco num sanduíche de fibra-epóxi com núcleo de madeira.

Internamente, depois que o casco está pronto, você pode fazer a estrutura interna. Esta pode ser constituída de cavernas (laminadas ou em madeira maciça), ou de anteparas estruturais. Dependendo do projeto, pode-se ter um casco dimensionado para dispensar praticamente toda a estrutura interna, usando apenas algumas anteparas, fibradas sobre o casco, para aumentar a rigidez. Semelhante a técnica do stitch-and-glue, filetando e fibrando o mobiliário ao casco tem-se compartimentos estanques e também um verdadeiro casco monocoque, muito resistente e leve.

Para veleiros acima de 25 pés, esta técnica, apesar de trabalhosa, é bastante econômica. Requer poucas ferramentas, apesar de que o trabalho fica muito mais rápido se você tiver um compressor e uma pinadeira pneumática para fazer a fixação dos strips.

Veja na galeria de fotos uma sequência típica de um barco de strip-planking do tipo “frameless”, sem cavernas. É um barco de 34 pés, com casco de 25mm fibrado por fora, com anteparas estruturais integradas ao mobiliário. Foi construído num estaleiro temporário, feito de madeira e lona, um pouco maior que o próprio barco.

Atualmente, estou trabalhando num projeto de um veleiro de 36 pés, de desenho clássico, inspirado nos veleiros de regata do começo do século. O strip-planking oferece uma alternativa de fazer um casco bonito, eficiente, de baixo custo, e facilidade de construção, acessível ao iniciante. Pelo tamanho e peso, ele impõe certas dificuldades. A virada do casco sendo a mais importante, deverá requerer um caminhão com um Munck, ou muitos amigos e um gabarito de rolagem feito ao redor do casco. A fibragem externa também exige algumas mãos a mais, para poder fazer toda ela de uma vez só, para garantir o crosslinking em toda a camada fibrada.

O restante do barco pode ser feito a duas mãos, com paciência e dedicação. Mas, para barcos menores, recomendo fortemente o Stitch-and-glue, pela rapidez e facilidade de obtenção do material, já que compensado é facilmente encontrado, madeira de qualidade para uso naval nem tanto.

Stitch-and-glue em barcos grandes

A técnica stitch-and-glue (costure e cole) é muito  usada em veleiros pequenos, por resultar em cascos leves, resistentes e rápidos de construir. Porém, é difícil ver esta técnica ser usada para construir cascos de barcos grandes (acima de 26 pés). Isto ocorre porque cascos acima deste comprimento requerem compensados de espessura maior que 15mm. Chapas desta espessura são difíceis de curvar, em especial na proa, onde a chapa é curvada e torcida, o que gera grandes tensões que podem até levar a ruptura do laminado.

Moon River, um luxuoso iate de 48 pés, projeto e execução de Sam Devlin

Moon River, um luxuoso iate de 48 pés, projeto e execução de Sam Devlin

Mas Sam Devlin, yacht designer especialista em stitch-and-glue, projeta e constrói iates de até 50 pés com esta técnica. O segredo (que não é segredo porque ele divulga em seus livros) é fazer um casco com chapas de compensado de espessura menor, para dar forma no casco, e depois laminar sobre ele camadas sucessivas de compensado naval de 6mm, usando a técnica do cold-molding (ripas de cerca de 20cm de largura coladas em ângulo de 45 graus). Com isso pode-se chegar a espessura necessária para o casco, sem prejuízo para a forma. Outra vantagem é a facilidade de construção e rapidez na montagem do casco. Stitch-and-glue é a forma mais rápida de construir cascos de barcos de qualquer tamanho. Além disso, como mobiliário e anteparas fazem parte da estrutura, há melhor rendimento do espaço, já que não há cavernas e longarinas roubando espaço interno.

Embora a técnica de stitch-and-glue requeira muita resina epóxi, ela é bem econômica, pois dispensa quase toda a madeira maciça de um barco tradicional, já que não tem madeiras estruturais em cavernas, longarinas e vaus. Também dispensa parafusos e pregos de bronze ou outros materiais caros, e a rapidez na construção é surpreendente. O casco de um veleiro como o Pequeno príncipe, por exemplo, pode ser cortado e costurado em 3 dias. Com mais 3 ou 4 dias você faz os filetes e a colagem interna. Então é possível ter um barco pronto para velejar em menos de 1 ano, trabalhando nos fins de semana, sem muita pressa.

Casco do Pequeno Príncipe 135 sendo construído. Rapidez e simplicidade sem par.

Casco do Pequeno Príncipe 135 sendo construído. Rapidez e simplicidade sem par.

Para um barco grande, os prazos são mais extensos, mas uma vantagem do stitch-and-glue é a independência, pois é um método que tolera erros e inexperiência, você não precisa ser um construtor nem um artesão habilidoso, basta ter bom senso e seguir as instruções. O epóxi tolera folgas e erros de corte, e o único prejuízo que sua falta de experiência vai causar são algumas horas a mais de lixamento do casco antes de fibrar sobre os filetes. Enfim, é a técnica ideal para fazer cascos de qualquer tamanho em casa.

Você deve estar pensando que uma técnica tão eficiente deveria estar sendo mais utilizada em veleiros grandes, e não é,por algum motivo. De fato, veleiros grandes são normalmente caros, e quem paga por eles pode se dar ao luxo de construí-los em métodos como o strip-planking ou cold-molding, que produzem cascos curvos, mais eficientes, leves e bonitos, sem as quinas marcadas dos multichines ou cascos em V. Porém, são técnicas que exigem mais habilidade, tomam muito mais tempo, e exigem madeira boa, difícil de encontrar, e cara. Quanto a beleza, cascos em V ou multichines podem ser igualmente bonitos, trata-se de uma questão de gosto pessoal, por um lado, e habilidade do designer, por outro. Basta ver o barco de Sam Devlin acima.

Atualmente estou desenvolvendo dois projetos que utilizam esta técnica: o GP 28, um Lobster Boat (veja mais aqui), e um veleiro de 36 pés de design clássico, inspirado nos Universal Rule do pré-guerra que comecei a projetar recentemente. Ambos utilizarão laminação cold-molding sobre casco stitch-and-glue, com anteparas estruturais e alguns reforços em madeira maciça, casco com fundo em V, para simplicidade de construção, mas com foco na robustez e eficiência. Estes projetos serão descritos em mais detalhes em artigos futuros, mas se você tiver interesse em um deles entre em contato.

 

Um layout para veleiro clássico de 23 pés

Depois de vários esboços apresento uma proposta para o layout de um veleiro clássico de 23 pés, de construção simples e barata, mas com qualidades oceânicas.

4-berth-layout

Como já escrevi anteriormente, veleiros clássicos tem limitações de espaço ocasionadas por sua boca estreita e pontal baixo, que dão pouca liberdade na hora de montar o layout interno. Este veleiro tem um layout típico dos barcos clássicos como o Folkboat nórdico, que é uma de suas inspirações: uma bancada de cozinha na antepara principal, seguida de dois beliches, um em cada bordo, e após o mastro, um beliche em V. Pela altura na proa, este beliche é um quebra-galho ocasional, e serve na maior parte do tempo como local para guardar velas, cabos, e outros itens volumosos e leves. Sob ele se pode guardar âncoras, ao invés de um paiol de proa. Uma gaiúta sobre ele facilita o acesso pelo próprio deck.

No cockpit sobra espaço sob os bancos para armazenagem, inclusive de um motor de popa, opção mais segura e econômica para veleiros pequenos, menos pelo preço do motor do que pelo que se tem de custo, peso e trabalho para ter um motor inboard num barco pequeno. Além disso, sem motor e com um WC químico, o casco não tem nenhum furo, e isto é um item de segurança de grande valor (um número considerável de naufrágios ocorre com veleiros e lanchas ancorados, por causa de vazamentos nas mangueiras acopladas as diversas saídas de casco).

Um motor de 7hp é suficiente para este pequeno veleiro (até menos, mas 7 garante um extra para manobrar em dias de vento forte e contra correntes de maré). Uma característica dos veleiros antigos que gosto é que eles foram feitos para velejar, e não para ficar fazendo churrasco na praia. Por isso seus cockpits são amplos, e as cabines estreitas para permitir boa mobilidade da popa para a proa, ese as acomodações parecem ruins, é porque vão ser usadas apenas para dormir, já que ninguém fica na cabine de um veleiro pequeno durante o percurso.

O esboço apresenta o layout de um veleiro de 23 pés (7 metros), a bancada abriga uma caixa de gelo de um lado, e armário, fogão e eventualmente uma pia, do outro. No meio, serve como degrau de acesso, e sob ele podemos ter um porta-potty (wc químico). O topo da bancada também é uma ótima mesa de navegação, um item importante para tornar um veleiro mais seguro e marinheiro, embora subvalorizado com os chart-plotters e gps. Mas espere ficar sem os eletrônicos numa travessia longa para reconhecer a importância de um sextante e de uma mesa de navegação…

A partir deste layout vou fazer os desenhos do casco no Delftship, e em breve teremos um plano de linhas mais acabado, e em seguida um plano vélico e um plano estrutural.

Acomodações de cruzeiro em veleiros pequenos

Este tema já foi tratado por mim em outros artigos, mas agora que estou começando um projeto de um veleiro pequeno com capacidade oceânica, o tema merece um pouco mais de aprofundamento. No processo de projeto, começamos por estabelecer metas para dimensões, desempenho, estabilidade, e um layout preliminar considerando, obviamente, o conjunto das especificações pretendidas. Depois começamos a desenhar e calcular deslocamento, estabilidade, etc, para verificar se nossas metas foram atingidas e corrigir os desenhos, ou rever as metas.

Portanto, um bom projeto começa com estimativas realistas, e um bom projetista quase sempre acerta elas nos primeiros desenhos. Modéstia à parte, apesar de não ter crescido entre marinas e velejadores, tenho conseguido sucesso nestas etapas iniciais de projeto. Mas voltando ao projeto, precisamos definir o que queremos, de forma realista. Não adianta tentar miniaturizar o layout de um veleiro de 30 pés, colocando banheiro, cozinha, beliches num barco de 20 pés, porque não se pode miniaturizar as pessoas. Também não se deve sacrificar espaços nobres para ter um banheiro fechado que vai ser usado por uma hora por dia, no máximo. Muito menos enfiar 4 beliches porque  ninguém vai colocar 4 beliches num veleiro de 20, 23 pés e tentar cruzar o Atlântico. Os 4 não vão chegar todos vivos, ou sãos, do outro lado.

Mas é difícil ser  realista quando se fala de sonho. Por isso, recomendo refletir sobre como o barco vai ser usado 80 % do tempo, para que o projeto reflita este uso. Ou seja, se você vai velejar mais nos fins de semana, sozinho ou a 2, e eventualmente vai levar alguns amigos para passear, um cockpit amplo e uma cabine para 2 são as alternativas adequadas. Não viaje: ninguém fica dentro da cabine de um veleiro pequeno durante uma velejada, só abaixo de muito Dramin. Quem dormir contigo numa cabine de 4 metros quadrados vai ser muito próximo, então um banheiro fechado talvez não seja um requisito, uma cortininha basta. Para velejadas longas, você precisa ter espaço para levar muita água, comida e equipamentos específicos (velas para tempo ruim, âncoras de mar, cabos, âncoras adicionais, eventualmente remos, velas sobressalentes, salvatagem, etc). Tudo isso traz exigências para o uso do espaço que um veleiro cheio de divisórias e espaços de circulação não permitem.

Sendo mais realista: você tem tempo e condições de, hoje ou num futuro próximo, largar o trabalho e ficar 6 meses ou um ano velejando: Se a resposta for não (quase sempre é) opte por um barco que vai te dar muitas alegrias nas suas velejadas ocasionais de férias e fins de semana. Porém, se você quer manter a perspectiva de passar além da linha do horizonte, robustez, lastro, estabilidade e espaço de carga são primordiais, mesmo num veleiro pequeno. Você provavelmente estará sozinho ou com uma pessoa com quem tem muita intimidade, então não precisa se preocupar com banheiro fechado, salão de refeições, ou pé direito. Será uma pessoa que tem sal nas veias como você, ou não estaria nessa roubada.

Por isso me baseei nos veleiros clássicos, do início do século passado, para inspirar este projeto. Amo suas linhas suaves e leves, gosto de seu layout espartano e utilitário, e da simplicidade da armação carangueja que dispensa catracas, perfis de alumínio caros, estaiamento complexo. Com baixo peso de casco e muito lastro, tem uma estabilidade surpreendente para seu tamanho, e aguentam ventos fortes sem precisar rizar. O perfil baixo e boca estreita permitem bom desempenho em orça, e apesar do comprimento pequeno na linha dágua ganham uns nós de velocidade adernados, pois o comprimento na linha dágua aumenta bastante.

Enfim, este veleiro traz alguns conceitos esquecidos para oferecer a possibilidade de se ter um veleiro com boas qualidades de navegação por um custo baixo de construção e operação, sem abrir mão da segurança e durabilidade. Em algum lado ele vai ter que pagar por estas qualidades, e será no layout interno. Mas é um sacrifício pequeno, considerando que o que estamos abandonando (banheiro fechado, mais beliches, pé direito alto) são itens que podem ser substituídos por soluções mais simples, temporárias, proporcionais ao tempo de uso que terão durante a vida útil do barco.

Em breve vou publicar alguns desenhos das propostas de layout interno. Aguardem!

Velhos conceitos, novas abordagens

Estou começando um novo projeto, um pequeno iate na faixa de 21 a 23 pés, inspirado pelos tabloid yachts e gentleman´s yachts dos anos 40, 50. A idéia é ter um barco compacto, leve e barato, mas marinheiro e seguro para pequenas travessias (e grandes também, se o velejador não se importar com o espaço exíguo e acomodações espartanas). Os veleiros antigos tinham algumas características interessantes que gostaria de resgatar: lastro generoso e boca estreita, layout interno objetivo e simples, armação carangueja.

23-profile

Esta combinação resulta (ao menos pretendo que resulte) em um veleiro com grande estabilidade, em especial em grandes ângulos de  adernagem, centro de esforço das velas baixo, facilidade de construção, robustez e baixo custo. O design está sendo inspirado em barcos como  o Dark Harbor 17 e outros gentleman´s yachts e tabloid yachts. A armação carangueja é simples de fabricar de forma caseira, com mastros de perfil redondo ou quadrado em aço ou madeira, e dispensa ferragens complicadas. Minha idéia iniial é usar uma armação knockabout, típica do litoral nordeste dos EUA, sem gurupés, com uma buja pequena fixa na proa. Esta armação tinha como objetivo evitar capturar redes de pesca em mar agitado (quando o gurupés mergulhava nas ondas), mas também tem a vantagem da simplicidade e facilidade de manejo.

Porém, diferentemente dos veleiros de antigamente, será construído usando o método stitch-and-glue, que oferece rapidez e facilidade de construção, dispensa muita madeira bruta (e cara), e resulta em cascos muito resistentes e leves. Em breve vou publicar alguns desenhos, e também estou abrindo espaço para sugestões de layout interno e inclusive de nome deste barco.

Gustavo Dantas

Um novo veleiro na prancheta, e por um bom motivo

Recentemente recebi um email de Said Najar, me convidando a apoiar um projeto de promoção de artesanato brasileiro no Caribe, com uma abordagem diferente e interessante: levar, de veleiro, o macrame que ele habilmente produz, e, uma vez estabelecendo conexões com lojas de artesanato das diversas ilhas caribenhas, estimular a produção brasileira deste artesanato através de oficinas em comunidades pesqueiras  litorâneas. Bom, o projeto pode ser melhor explicado pelo seu criador (clique aqui).

Gostei da ideia, e sugeri a Said que ao invés de comprar um veleiro ele construísse, um, cujo projeto começarei a desenvolver agora, dentro das especificações abaixo:

  1. comprimento total máximo de 23′;
  2. menor custo possível;
  3. capacidade de navegação oceânica;
  4. facilidade de construção e operação;
  5. boa capacidade de carga;
  6. beliches para 2.

Um belo desafio, mas plenamente possível. A partir de hoje começo a desenvolver este projeto, que sera divulgado no blog e no site http://www.projetosdeveleiros.com.br.

perfil - detalhes do projeto

perfil – detalhes do projeto – estou pendendo para um leme apoiado no espelho de popa…

Os primeiros esboços revelam uma preferencia pessoal minha que quem conhece o projeto Pequeno Principe ja sabe: adoro o desenho dos veleiros clássicos. Por diversos motivos este desenho em particular oferece muitas vantagens e qualidades. Futuramente falarei sobre isso em detalhes.

O veleiro remete aos gentleman’s yachts dos anos 30, mas optei por casco em V e construção stitch-and-glue para reduzir custo e tempo de execução. Outros detalhes podem ser vistos nos esboços. Como se trata de um projeto em desenvolvimento, esta aberto ao apadrinhamento. Se você tem interesse em ajudar entre em contato!

Visitem também o site de Said para saber mais:

http://projetomarcate.blogspot.com.br/

Barco casa: novidades e fotos

O HB 210 em breve vai estar na água! O primeiro destes barcos-casa em breve vai estar navegando. Veja as primeiras fotos publicadas deste protótipo. Construído em compensado naval e epóxi pelo método stitch-and-glue por Carlos Castro (RS), prima pela facilidade construtiva apesar de seu tamanho (6,4m).

Novo site dos Projetos de Veleiros!

Acabei de fazer uma reformulação completa no site www.projetosdeveleiros.com.br. Agora acredito que vai ficar mais fácil encontrar o que você procura. Melhor ainda, você pode acessar o site no smartphone, de qualquer lugar! Estamos desenvolvendo mais dois projetos novos, entre eles  um catamaran de 21 pés, de baixo custo, alto desempenho e ótimo para passeios ou crueiro. Também estou trabalhando num workboat 28 pés de motor central. Inicialmente sera projetado numa configuração para pesca artesanal de lagosta e peixes ornamentais, para um cliente do Espirito Santo. Mas seu layout permite que seja usado em diversas atividades, como pesca de rede, pesca esportiva, mergulho, passeios, transporte de passageiros e carga, e como barco de serviço para marinas e clubes. O desenho do casco privilegia o uso em mar aberto, e a configuração de motor central permite muitas opções de baixo custo e consumo. Se você tem interesse neste barco entre em contato.

Visite o novo site hoje mesmo!

Projetos de Veleiros

Promoção de Natal – 30% de desconto em projetos

Estou oferecendo 30% de desconto para compra do projeto do Houseboat 21 e do Pequeno Príncipe 135. Trata-se de uma forma de estimular os apaixonados a não desistir de seu sonho por conta de uma crise passageira.

Baixe o plano de estudos do projeto que lhe interessou e entre em contato.

papainoel

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